ONDE SE HOSPEDAR NO RIO DE JANEIRO: NAS COMUNIDADES


Como hotéis de renome estão ficando lotados e sem condições de hospedar mais ninguém, os albergues modestos no Rio de Janeiro num valor de 450 dólares em média, estão se tornando uma opção viável para muitos turistas. Moradores da Rocinha e de outras comunidades oferecem suas casas e se tornam pequenos empresários. Nunca essas comunidades tiveram tanta visibilidade para o mundo.

As comunidades pacificadas estão recebendo cada vez mais visitantes. Durante a copa do mundo, cerca de 300 mil turistas buscaram abrigo nas comunidades cariocas. A demanda como era de se esperar provocou o aumento de preço de hotéis, que dobraram o valor da estadia normal que era cobrada até então.

O calor humano e a autenticidade foram fatores que levaram muitos estrangeiros a procurarem onde se hospedar no Rio de Janeiro: Nas Comunidades. Preços mais baratos, excentricidade e cena musical vibrante, contribuíram para essa escolha.

Essa é uma ótima dica de como economizar no Rio de Janeiro. Quer descobrir outras, veja também Rio de Janeiro: Dicas de como ir e economizar no destino.  

É previsto que para as festividades do Ano Novo e para as Olimpíadas, as comunidades irão voltar a ser muito procuradas pelos turistas. Estando por lá, há muito o que se fazer. Por isso, leia também 10 atrações imperdíveis no Rio de Janeiro.

Agora vamos as principais comunidades onde se hospedar no Rio de Janeiro.

Santa Marta

O morro Santa Marta foi um dos que hospedou grande quantidade de turistas. É um dos morros mais antigos, a sua história se confunde com a própria história do Rio de Janeiro. Uma comunidade com mais de 60 anos, ocupada desde 1942. É um local super delimitado, e o acesso só pode ser a pé ou então pelo bonde.

Lá do alto do morro se tem uma das vistas mais lindas do Pão de Açúcar, um dos cartões postais do Rio, o morro nesta época ganhou placas para orientar os turistas, além de gerar mão de obra com a introdução de guias turísticos e monitores da própria comunidade.

As placas em inglês e português indicavam o caminho para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), um prédio bem grande no alto da comunidade e o Mirante do Pedrão, na descida pelo outro lado do morro. Teve até trilha, sendo promovida: quinhentos metros de caminhada por entre árvores, se tem uma vista maravilhosa e deslumbrante do Rio, que incluía o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara, o Centro do Rio e a Ponte Rio-Niterói.

Isso sem falar na famosa Laje do Michael Jackson, onde o rei do pop, venerado em todo o mundo gravou um dos seus mais visualizados clipes. Para marcar tal fato foi inaugurada uma estátua de bronze e um painel feito por Romero Britto, homenageando o cantor.

Morro do Vidigal

Esse morro também não deixa nada a desejar ao Santa Marta, e foi outro local que ofereceu albergues aos turistas. As diversões e lugares para se visitar eram diversos: são bares para ver futebol rodeado da galera, dos amigos antigos e novos que se fez naquele momento e mesmo sem entender bem a língua, se entendiam por olhares e gestos; rodas de sambas; festas chiques em lajes bem decoradas, antiquários, restaurantes com comidas exóticas para agradar o gosto de qualquer estrangeiro, afinal de contas a culinária brasileira é formidável, que o diga o restaurante Zé Mineiro que fica bem no centro dessa comunidade do Rio de Janeiro e oferece a melhor comida mineira. Mesmo estando no Rio.

Rocinha

Outra comunidade do Rio de Janeiro que se destacou nessa época foi a Rocinha, que é considerada a maior da América Latina, localizada bem na Zona Sul do Rio de Janeiro e que conta com uma ótima infraestrutura para receber turistas do mundo inteiro, o que inclui projetos sociais e mirantes para observação de belas vistas, além da simpatia dos seus habitantes que são muito hospitaleiros.

Com características bem peculiares, tem uma grande variedade de comércios e serviços. Conta com uma rede de imóveis residenciais de qualidade. E recebeu ajuda do governo federal para tal desenvolvimento, foi o projeto “Rocinha mais legal”, que legitimou os imóveis com a legalização dos terrenos.

Podemos ver assim, que não se pode só ver o lado ruim de uma comunidade. Elas evoluíram bastante e agora contam com uma estrutura que tem muito a oferecer e muitas ideias a contribuir para a população em geral. Com um pouco de investimento, incentivo e boa vontade, se transformam em um local, antes marginalizado. Em destaque internacional.

Já viveu a experiência de se hospedar em uma comunidade? Como foi? O que acha dessa nova forma de turismo no Rio de Janeiro? Deixe seu comentário aqui. Até a próxima e vem com “noses”!

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Leo
Leo
About me

Meu nome é Leonardo, vulgo Léo (muito criativo rsrs). Paulistano, são paulino e apreciador da nobre arte de ingerir cevada (eu gosto é de beber cerveja mesmo rsrs). Trabalhei aqui e ali, mas sempre faltou o principal - tempo e dinheiro para viajar. Conhecido também pela alcunha de O Barqueiro - mas pra saber dessa história só me pagando uma breja antes! ✎ leo@oguaxinimviajante.com.br

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